quinta-feira, 5 de abril de 2012

Postura e descanso são importantes para evitar lesões por repetição

O corpo humano não foi projetado para muitas das atividades que hoje pertencem à nossa rotina. Ficar sentado diante do computador durante horas, todos os dias, pode causar dores, dificuldades de movimentação e formigamento nos dedos.


Esses e outros sintomas estão ligados à LER (lesão por esforço repetitivo). A LER não é uma doença propriamente dita, mas engloba todos os problemas nos ossos e músculos que tenham origem em atividades repetitivas. Normalmente, o mal está ligado ao trabalho, mas isso não é regra.



As lesões são mais recorrentes em pessoas que digitam muito ou apertam mouse, atendem e transferem telefonemas ou fazem fotocópias. Em casa, os serviços domésticos também desencadeiam problemas, por isso é preciso segurar corretamente panelas e vassouras.


A lesão mais comum é a tendinite, uma inflamação nos tendões. Outras recorrentes são a síndrome do túnel do carpo, a tendinite de Quervain, o dedo em gatilho e o cotovelo de tenista (veja na arte acima).

Para evitar o surgimento de dores, três aspectos são fundamentai: é preciso fazer pausas durante qualquer atividade e saber respeitar os limites do corpo; a altura e a posição dos aparelhos precisa estar adaptada à pessoa; e é necessário ter atenção com a postura.

Em qualquer atividade que se faça, é importante usar todo o corpo. Pense no movimento que você realiza, por exemplo, quando se abaixa para pegar um objeto pesado no chão – o ideal é dobrar os joelhos e usar as duas mãos. Esse tipo de raciocínio serve para todos os trabalhos braçais.

No caso do computador, em que a LER é comum, o que se deve observar é a posição dos objetos. A cadeira e a mesa devem ficar na altura que proporcione maior naturalidade e conforto a quem estiver sentado.

A posição mais recomendada do monitor é à altura dos olhos, para evitar que a pessoa abaixe a cabeça e force o pescoço. Para usar o teclado e o mouse, o ideal é que o cotovelo forme um ângulo de 90 graus. Os dois pés devem ficar apoiados no chão e, se a máquina for compartilhada por indivíduos de alturas diferentes, o uso de almofadas pode resolver o problema.

No caso de computadores portáteis, notebook, para utilizá-lo no colo, é preciso tomar alguns cuidados: recostar-se bem no assento, apoiar os pés no chão e colocar algum objeto para deixar o computador um pouco mais alto. Ainda assim, o ideal é colocá-lo sobre a mesa.

Quando o notebook ficar em cima da mesa, deve ser usado da mesma maneira que o desktop - computador convencional. Para isso, é recomendado colocar um suporte debaixo do computador, para que ele não fique muito baixo em relação aos olhos. Teclado e mouse também devem ficar na altura certa.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/

sábado, 3 de março de 2012

Pilates com Humor

Confiram e sorriam!!









A importância da respiração no pilates




O Pilates já nasceu estreitamente ligado ao tema da respiração. O seu criador, Joseph Hubertus Pilates, foi uma criança raquítica e asmática e passou sua vida pesquisando atividades físicas que melhorassem sua função respiratória e como consequência, o seu desenvolvimento corporal. Podemos dizer que foi muito bem sucedido em sua busca uma vez que posteriormente tornou-se modelo para aulas de anatomia.

Pilates, Respiração e Saúde:

A respiração é frequentemente automática e inconsciente

Ela normalmente se distribui em três planos principais: anterior-posterior, lateral e superior-inferior. Nenhuma dessas respirações sozinha é a correta nem totalmente nociva ou boa; precisamos saber equilibrá-las, otimizá-las e diferenciá-las, desenvolvendo a consciência do momento em que cada uma delas é mais indicada ou necessária.

Com o Pilates, buscamos um equilíbrio desses três planos respiratórios.

 A respiração pode ser enfatizada e utilizada
como instrumento para atingir
qualidade na execução dos movimentos.

O contrário também acontece, pois movimentos adequados do tronco estimulam e ampliam a entrada e a saída de ar dos pulmões.

Uma respiração bem trabalhada explora movimentos laterais, inferiores e posteriores da nossa “cesta” torácica, um forte complexo de tecidos corporais do qual participam os ossos das costelas, da coluna e do peito, o esterno.

Naturalmente mais rígida, por sua função de proteção dos nossos órgãos vitais, a mobilidade desta estrutura no entanto é fundamental para a saúde e eficiência em praticamente todas as nossas funções na vida.

 A respiração profunda ou forçada

é um excelente treino para os abdominais.


Quando expiramos com mais força e colocamos as mãos na barriga, sentimos a ação destes músculos, que são os que nos curvam para frente promovendo a flexão de coluna.

A expiração então pode facilitar a mobilização da coluna em flexão. Por outro lado, a inspiração profunda faz o peito subir e a coluna iniciar um arco para cima e para trás, e essa respiração pode auxiliar na realização do movimento de extensão da coluna, que é tão importante para alcançar um objeto em uma prateleira acima da cabeça, quanto para nadar ou realizar o exercício de Pilates chamado de Swimming, por exemplo.

Ao mesmo tempo que a respiração pode facilitar a execução dos movimentos, pode também, quando utilizada ao contrário, servir de elemento desafiador. A respiração assim, além de ser usada na mobilização da coluna em planos múltiplos de movimento simples ou combinados, contribui com a estabilização da coluna ou organização de quem se move, utilizando os mesmos princípios acima expostos.
Para exemplificar, suponhamos que alguém com pouca experiência corporal, ao elevar o braço acima da cabeça desorganize o tronco projetando excessivamente as costelas para frente. Poderíamos usar a expiração forçada nesta ação para evitar este erro.

Desta forma, economizamos gasto energético tornando mais eficiente e segura a execução tanto de movimentos comuns do dia à dia, quanto das atividades esportivas ou mesmo de exercícios.
Pilates nos auxilia na devolução aos sedentários, aos fumantes e ex-fumantes, às gestantes no terceiro trimestre e a tantas outras pessoas que com frequência não respiram de forma eficaz, uma organização corporal mais eficiente, com estratégias motoras que promovem uma otimização da respiração e resultam na melhoria da qualidade de vida.
A respiração é também responsável
por importantes mudanças fisiológicas.
A inspiração e expiração consistentes e plenas auxiliam a nutrição celular e a eliminação de impurezas e subprodutos do metabolismo. Pilates chamava esse mecanismo de limpeza de “chuveiro interno” que revigora e rejuvenesce a mente e o corpo.
A respiração profunda ou forçada otimiza a troca de gases O2 e CO2. Quando essa troca é mais eficiente, o resultado é uma melhora do humor, da imunidade, da saúde dos mais diversos tecidos corporais.
Quando nos exercitamos, estimulamos a produção de substâncias tais como endorfina e seratonina, que aliadas à oxigenação corporal, nos tornam mais produtivos mental e fisicamente, e aumentam nossa sensação e percepção de prazer. atuando na diminuição dos sintomas de dor, depressão, irritação e cansaço tão comuns entre os que utilizam a respiração acessória como fonte principal.
Movimentar a coluna de forma segmentada através de exercícios específicos e respirar profundamente são recursos do Pilates que também estimulam o sistema nervoso autônomo. Este sistema que fica aconchegado à nossa coluna é responsável por regular funções como o sono, o relaxamento, os batimentos cardíacos, a circulação, a digestão, a eliminação dos dejetos, nossa produção de hormônios.... tantos elementos indispensáveis ao equilíbrio e o bom funcionamento do organismo.
Segundo Alexander Lowen, em seu livro Prazer – Uma abordagem Criativa da Vida, de 1970, “ As sensações são determinadas pela respiração e pelos movimentos.....Estar cheio de vida é respirar profundamente, mover-se livremente e sentir com intensidade. Essas verdades não podem ser ignoradas se valorizamos a vida e o prazer....A respiração profunda carrega o corpo e literalmente faz com que tenha vida”.
Quando a respiração é limitada, ela compromete a mobilidade e a vitalidade de todo o corpo.
A prática constante e adequada de Pilates nos ajuda a relaxar, sensibilizar, desacelerar o ritmo em todas as áreas do nosso viver.

Fonte: Alice Becker

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Os Benefícios do Pilates para o Portador da Doença de Parkinson

O Site FisioWeb em Foco, visitou e entrevisto a Dra. Deise Ferreira de Lima Matos, onde a Fisioterapeuta e Istrutora de Pilates falou sobre os benefícios do Método Pilates para o Portador da Doença de Parkinson. A matéria ficou super interessante! Acompanhem parte da entrevista abaixo.

Dra Deise Ferreira de Lima Matos
FisioWeb em Ação 
Como é o quadro clínico de uma pessoa portadora da Doença de Parkinson?
Dra. Deise Matos 
O quadro clínico da Doença de Parkinson é constituído, principalmente, pela tríade: tremor em repouso, rigidez muscular e bradicinesia (lentidão de movimentos). Com a evolução da doença, o indivíduo pode começar a andar dando passos curtos, ter dificuldades para levantar da cama ou da cadeira e até perder a expressão facial.
FisioWeb em Ação  
Esse quadro é comum a todos os pacientes?
Dra. Deise Matos 
Não. O quadro clínico varia de paciente para paciente. Os sinais e sintomas do Parkinson são de início duvidoso, podendo uma de suas manifestações aparecer isoladamente ou em associação e variar de paciente para paciente.
 FisioWeb em Ação
 Podem ocorrer outros tipos de complicações?
Dra. Deise Matos
 Sim. Podem surgir complicações secundárias como: dificuldade para dar os primeiros passos, atrofia e fraqueza muscular por desuso, problemas respiratórios e a “posição de esquiador” que adota, alterações circulatórias com edemas de extremidades, osteoporose, contraturas e deformidades, e úlceras de decúbito.
 FisioWeb em Ação
 Existe hoje algum tratamento eficaz?
DraDeise Matos
 Como se trata de uma patologia do sistema nervoso central, uma vez que os neurônios são afetados não há como recuperá-los. No entanto, é de grande importância que se inicie o tratamento assim que o diagnóstico for estabelecido, para que os sinais e sintomas sejam combatidos e sua progressão seja retardada..
 FisioWeb em Ação 
Em que consiste esse tratamento que venha a retardar a progressão da Doença de Parkinson.
Dra. Deise Matos 
O ideal é que o paciente esteja acompanhado de uma equipe multidisciplinar, dentre eles:
  •  o médico, que indicará os medicamentos adequados para combater o mecanismo de ação que leva a diminuição de dopamina e supri-la;
  • o fonoaudiólogo, com técnicas para tratar os problemas de deglutição, fala e voz que surgirem;
  • terapeuta ocupacional, para adaptações nas atividades da vida diária e afins, ajudando-o a ser mais independente possível;
  • o psicólogo, uma vez que não afeta o intelecto, é comum momentos de depressão por causa da evolução da doença;
  • nutricionista, na orientação da dieta e;
  • fisioterapia, que utilizará técnicas apropriadas conforme a evolução da doença. Ela leva ao aumento da qualidade de vida do paciente. De fato, os exercícios físicos conservam a atividade muscular e flexibilidade articular. Inativos, os músculos têm tendência a se atrofiar, se encurtar e sua força diminuir. A rigidez resultante limita a amplitude dos gestos. Cinesioterapias, hidroterapia, exercícios respiratórios e pilates, são recursos que a fisioterapia oferece para um programa de reabilitação de um parkinsoniano.
 FisioWeb em Ação 
A Sra. comenta sobre o uso da técnica de Pilates. O que ela pode influenciar no tratamento.
Dra. Deise Matos 
Pilates é um programa de treinamento do corpo e da mente com base em seis princípios fundamentais: concentração, controle, centro de força, fluidez nos movimentos, respiração e precisão. Um sistema único de exercícios de alongamentos e fortalecimento, coordenação motora e equilíbrio, procurando evitar impacto ou pressão sobre as articulações, diminuindo o risco de lesões.
É uma forma de atividade física indicada para qualquer pessoa, principalmente, para aqueles com dores nas colunas cervical e lombar, dores crônicas, articulares e musculares, sedentários ou atletas, gestantes e idosos, além de reabilitação traumato-ortopédica, reumatológica e neurológica, se as aulas forem instruídas por fisioterapeutas, já que os educadores físicos também estão aptos a lecionar as aulas de Pilates.

FisioWeb em Ação
 Em que a prática de Pilates mais beneficia o doente de Parkinson.
Dra. Deise Matos 
Com o Pilates, o portador da Doença de Parkinson seria beneficiado com o trabalho respiratório objetivando a expansibilidade torácica. Esses exercícios são necessários porque o paciente tende a adotar uma postura de prostração, diminuindo o espaço necessário para a expansão pulmonar durante a respiração, levando-o a ter uma respiração cada vez mais prejudicada e difícil. Os alongamentos globais e específicos para grupamentos musculares mais comumente afetados; exercícios de fortalecimento leve e os que favorecem o ganho de amplitude articular tanto em membros superiores e inferiores, quanto em flexibilidade da coluna vertebral também são importantes. Isso porque o indivíduo vai perdendo a capacidade de manter-se ereto, de realizar movimentos de grande amplitude como dar um passo largo e pegar algo numa prateleira acima da cabeça por exemplo.
 FisioWeb em Ação 
Qualquer doente de Parkinson pode praticar o Pilates?
Dra. Deise Matos 
Sim, tão logo ocorrer à liberação médica. Todos os exercícios são selecionados e realizados após uma minuciosa avaliação fisioterapêutica, em benefício do paciente, respeitando suas limitações e capacidade de compreensão e concentração de cada um, com a finalidade de mantê-lo mais independente e retardar ao máximo a instalação das restrições que a Doença ou Mal de Parkinson provoca. 
Veja agora, alguns exercícios que podem ser praticados por pacientes com o Parkinson:






A Dra Deise Matos atende no Studio ALC Pilates.
End.: Av. Meriti n° 2591 sala 302, Vila da Penha - Rio de Janeiro. 
Fone: (21) 3391-9747
E-mail: pilatesdeisematos@gmail.com




Fonte: FisioWeb/ Reportagem: Gilberto Fernandes/ Fotos: Alexandre Matos/ Modelo das Fotos: Cláudia Fanelli.

Pilates: Exercícios são aliados para tratamento das varizes

Intensidade e carga são os principais cuidados na hora do treino.
Quando as varizes aparecem, partir para uma atividade física parece ser um caminho benéfico para reativar a circulação sanguínea dos membros inferiores, situação esta comprometida pela falta de capacidade dos vasos em enviar o sangue para o resto do corpo.
Mas surge a dúvida: será que posso fazer qualquer tipo de exercício?
A maioria deles está liberada, mas a atenção deve ser redobrada com a carga.
Escolhendo a melhor atividade
Antes de determinar a carga do exercício, é preciso escolher aquele que mais se adapta ao seu dia a dia.
Algumas alternativas são: caminhada, corrida, musculação, ciclismo, natação, entre outros.
Um exercício super recomendado para quem tem varizes é o pilates, onde os movimentos são suaves, coordenados e harmônicos. Não havendo impacto nem sobrecarga. Exercícios assim ativam a circulação do sangue.
Atenção à carga
Agora que o exercício já foi escolhido, é hora de determinar a carga. É importante começar com uma carga mais baixa para acostumar o músculo. Muita gente acha que a musculação não pode ser feita ou que pode aumentar o surgimento de varizes, mas ela pode ser feita, desde que o treino seja de intensidade leve a moderada para o corpo se adaptar.
Periodicidade dos exercícios
Depois de escolhido o exercício e a carga, é hora de decidir qual o tempo reservado durante a semana para fazer exercícios, aliados no tratamento das varizes .
A especialista recomenda de 3 a 5 vezes na semana. Nesse período, uma hora por dia é o suficiente para apresentar resultados sem exigir muito do corpo.
Alerta vermelho
Mesmo que a maioria dos exercícios estejam liberados, há aqueles que podem agravar as varizes, como o boxe, por exemplo. Quando a pessoa fica muito tempo em pé, sem movimentar membros inferiores, a circulação sai prejudicada.
Lembrando que tudo depende da intensidade do exercício.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Momento: famosos que praticam pilates!!!

 


Atriz Regiane Alves num estúdio de Pilates, no Rio.
 Ela diz que seu corpo ficou mais definido e que a
 prática melhorou sua postura 

Pilates em 11 perguntas!



Mitos e verdades sobre a prática que tem se espalhado pelas academias do país
1- Qual a diferença entre Pilates e ioga?
A ioga é uma prática originada na Índia há mais de 5 mil anos. O pilates é uma técnica ocidental de cerca de 100 anos. Conhecida como um estilo de vida que prega a harmonia entre corpo, mente e espírito, a ioga tem um apelo metafísico. “Os exercícios são uma forma de elevação espiritual”, afirma Shakti Leal, coordenadora do espaço Nirvana no Rio. No pilates, equilíbrio e concentração são questões objetivas. Os movimentos de cada exercício são tão complexos, que é quase impossível executá-los sem uma boa dose de concentração.

2- Pilates é feito no chão ou em aparelhos?
Nos dois. Nos aparelhos, as aulas geralmente são individuais. O aluno tem total supervisão do professor. As molas permitem que cada aparelho se adapte ao corpo e à postura do aluno, sem forçar demais nem machucar. Por esses dois motivos, as aulas com equipamentos são mais indicadas a quem tem algum tipo de lesão.
No chão, é possível fazer aulas em grupos maiores, embora os estúdios normalmente evitem lotar suas sessões. Nas academias, esse número pode chegar a 30 praticantes. Apesar de envolver movimentos livres e sem o auxílio de aparelhos, as aulas no chão, afirmam profissionais da área, não são mais difíceis nem exigem mais esforço. Os exercícios de solo e com aparelhos produzem os mesmos resultados.

3- O Pilates tem os mesmos efeitos da musculação?
Não. Os exercícios do pilates fortalecem, mas não fazem os músculos crescer tanto quanto a musculação. O pilates trabalha mais com a repetição de movimentos e menos com o aumento das cargas. Além disso, as molas usadas nos aparelhos oferecem um tipo de exercício diferente dos executados na musculação. “As molas produzem resistência constante e movimentos precisos”, diz Isabel Sacco, professora de biomecânica da Universidade de São Paulo (USP). “Na musculação, a eficiência do movimento depende do ângulo correto de cada exercício.” Outra diferença é que os exercícios de pilates feitos no chão trabalham vários grupos musculares ao mesmo tempo, enquanto na musculação cada exercício estimula, normalmente, um músculo por vez.
“O pilates me deu um corpo mais definido e menos inchado”, afirma o empresário Sérgio Sacchi, de 44 anos. Depois de descobrir três hérnias de disco, consequência de anos de exercícios sem alongamento adequado, tinha parado com as atividades físicas. Sacchi conheceu o pilates há dez anos. “Foi a alternativa que encontrei para me exercitar, depois dos problemas na coluna.”


4- Pilates cura hérnia e outros problemas na coluna?
Não existe cura para hérnia ou outras lesões, mas há meios de atenuá-las e reduzir as dores. Médicos e fisioterapeutas indicam pilates como uma boa opção para quem tem lesões na coluna por causa dos exercícios de baixo impacto, do fortalecimento dos músculos abdominais e da correção de problemas posturais. “Indico a prática a meus pacientes, assim como recomendo a reeducação postural (RPG)e a fisioterapia tradicional”, afirma Jamil Natour, professor de reumatologia da Unifesp.
A designer Karina Arruda, de 42 anos, recorreu ao pilates para cuidar da postura. Depois de sua primeira gravidez, há três anos, Karina começou a sentir dores e descobriu uma hérnia de disco. Por indicação médica, procurou as aulas de pilates e, depois de seis meses, parou com os analgésicos. “Não tomo mais nada”, diz. A dona do estúdio onde Karina treina, Luciana Araújo, diz que muitos alunos chegam por indicação médica.

5- Pilates evita lesões futuras?
Não. Para os especialistas, não há como comprovar que o fortalecimento da musculatura do abdome proteja a coluna contra novas lesões. “É uma besteira”, afirma Daniel Feldman, reumatologista da Unifesp. “O fortalecimento desses músculos não evita lesões.” 

6- Pilates emagrece?
Não necessariamente. Apesar de alguns exercícios exigirem um grande esforço físico, o objetivo do método não é a perda de peso. Para quem quer emagrecer, atividades aeróbicas são a melhor opção.

7- Pilates faz crescer?
Não. O pilates não acrescenta centímetros mágicos à estrutura óssea de seus praticantes. Mas melhora a postura. Por causa da postura mais ereta, temos a impressão de que crescemos, porque andamos menos curvados.

8- Quais são as variações do pilates?
É um assunto controverso entre os adeptos do método. Ao longo dos anos, os exercícios criados por Pilates foram incorporando novidades e se espalharam pelo mundo. Nas academias, o método ganhou adaptações, como swim pilates (na piscina), jumpilates (que alterna três minutos de pulos com um de pilates), iogilates (pilates e meditação). Os mais puristas afirmam que as variações da técnica criada por Papa Joe não são pilates. Assim, bolas e exercícios na água seriam uma deturpação da prática. “Estão usando o nome de um gênio da forma errada”, afirma Romana Kryzanowska, americana que se considera sucessora de Joseph Pilates. Mas Pilates nunca registrou seu método e Romana não foi sua única discípula. 

9- Pilates tem algum perigo?
Assim como acontece com qualquer exercício, o pilates mal executado pode agravar as lesões de quem procura o método com fins terapêuticos ou mesmo causar novas lesões. “Cuidado com professores que defendam uma coluna completamente reta ou que peçam para o aluno ‘encaixar o quadril’, posição em que o quadril se move para a frente e a curvatura lombar tende a ficar mais reta”, afirma Isabel Sacco. Isabel explica que, ao tentar reverter a curvatura normal da coluna, diminuímos sua capacidade de resistir a cargas e a deixamos mais vulnerável a lesões.

10- Pilates pode ser praticado por qualquer pessoa?
Não. Crianças abaixo de 6 anos ainda não têm estrutura óssea, dos músculos e ligamentos completamente formados. Pessoas com osteoporose grave ou com lesões graves na coluna também não devem praticar.

11- Existe algum limite para o número de aulas?
Assim como na musculação, especialistas recomendam que os músculos descansem por 48 horas. Como no pilates a musculatura do core é sempre exercitada, o ideal é alternar os dias. Isso dá uma média de três vezes por semana.

Fonte: Revista Pilates/Época

Inspirações...


Pilates e a reabilitação da postura

Atividade utiliza peso do corpo para fortalecer e alongar musculatura.

     O método Pilates nunca esteve em tamanha evidência. Criada pelo alemão Joseph Hubertus, entre as décadas de 20/30, a atividade foi desenvolvida a princípio para restabelecer a saúde e o condicionamento físico do próprio criador, que desde a infância sofreu com graves doenças que o limitavam fisicamente. No entanto, foi ao longo do tempo que o Pilates mostrou toda sua importância no cenário da atividade física.
     Além da capacidade de condicionar o indivíduo em sua totalidade, levando em conta os aspectos físico, mental e espiritual, o Pilates também já mostrou potencial na reabilitação de doenças. O método denominado por Joseph Pilates de Contrologia, já estava sistematizado quando ele saiu da Alemanha e foi para a Inglaterra quando se deflagrou a I Guerra Mundial. Detido em um campo de concentração em Lancaster, resolveu aplicar seu método nos detentos que, de tão bem condicionados fisicamente, resistiram à epidemia de Influenza que se abateu sobre a população e dizimou milhares de vidas.
     Esse fato despertou ainda maior credibilidade em relação ao seu método de exercícios e despertou a atenção da comunidade médica da época. Ainda no campo de concentração, Joseph Pilates iniciou a reabilitação de detentos com ferimentos e amputações causados pela guerra, utilizando molas, camas e cadeiras de rodas, dando a oportunidade para que surgisse dessa mente brilhante e criativa os protótipos dos primeiros equipamentos do método Pilates que usamos hoje.
 
Método oferece infinidade de benefícios
     Toda a proposta do Pilates está pautada em atingir a plena saúde física, mental e espiritual através do exercício consciente. A atividade utiliza o peso do próprio corpo e cargas moderadas para alcançar o equilíbrio, o fortalecimento e o alongamento de toda musculatura, sem sobrecargas nas articulações e sem exaustão. Tudo na medida certa para promover o desenvolvimento pleno das capacidades físicas.
     Desde o inicio, o que se observa em quem pratica Pilates é a melhora da postura. O próprio praticante é o primeiro a notar a diferença, pois logo após as primeiras aulas se sente mais alongado, mais disposto e com maior energia para realizar as tarefas do dia-a-dia. Como os exercícios levam o corpo para o eixo vertical, alinhando as articulações e fortalecendo a musculatura, a pessoa gasta menos energia para se manter ereta, causando menos tensões desnecessárias e criando maior harmonia e agilidade nos movimentos.
     Após algum tempo de prática, essa mudança começa ficar visível para os demais que identificam no praticante uma postura mais altiva e relaxada, além de um maior tônus e afinamento da silhueta, que muitas vezes é confundido com emagrecimento. Na verdade, somente o Pilates não é suficiente para queimar a quantidade de calorias necessárias para provocar o emagrecimento. Mas quando aliado à reeducação alimentar e prática de uma atividade aeróbica, o método é capaz de promover uma verdadeira revolução em cada um de nós.
     A transformação começa na forma como os exercícios são praticados. Antes de fazer qualquer movimento, aciona-se a musculatura profunda do abdome, o que Joseph chamou de "Centro de Força". Todos os movimentos são realizados mantendo a atenção não apenas na execução correta do grupo muscular que está sendo trabalhado, mas no corpo como um todo. Ocorre o relaxamento e a estabilização dos grupos musculares que não estão diretamente envolvidos naquela ação, mas que tem suma importância na manutenção da postura correta.

Mudar de postura é mudar de atitude
     Ao praticar Pilates, ocorre ainda o aumento da autoestima e a diminuição da ansiedade, por meio da respiração consciente e completa. A atividade permite que a gente perceba que somos capazes de ampliar nossos limites, conquistando com segurança maiores habilidades que muitas vezes nem sonhávamos em realizar. Ou seja, resgatamos a certeza de que somos realmente feitos para a saúde, o bem-estar e a realização plena de todas as nossas potencialidades.
      A reabilitação de uma postura inadequada nada mais é do que dar ao corpo os estímulos corretos e devolver a ele o direito de se mover com mais naturalidade, eliminando hábitos incorretos, tão presentes em nossa vida apressada e sem consciência. O trabalho de fortalecimento muscular e alongamento de todo o corpo torna a musculatura equilibrada e preparada para retomar seu verdadeiro alinhamento em relação à gravidade, nas diferentes posições e situações do dia-dia, e também na prática esportiva.
     Controlar o próprio corpo é o primeiro passo para controlar a própria vida, levá-la para onde a gente quer e não sermos levados a esmo pelo passar dos dias, nem pelos outros. Mudar de postura é realmente mudar de atitude, no âmbito físico, mental e espiritual. "Mudar de postura é realmente mudar de atitude, no âmbito físico, mental e espiritual. "
     Não existe mudança real sem que esses âmbitos sejam trabalhados simultaneamente. Não se trata aqui de buscar o estereótipo do corpo "ideal" bombardeado pela mídia. Trata-se de encontrar o seu corpo ideal, aquele que permite que você se realize em toda sua magnitude, acolhendo suas particularidades e aceitando-as em cada fase da vida.
      O próprio Joseph Pilates foi prova viva de que é possível manter-se saudável, com um corpo perfeito até a idade mais avançada. Mas primeiro tenha em mente que é possível resgatar a saúde e a postura ideal, pois fomos criados para a saúde e não para a doença. Depois aceite e deseje que isso faça parte de sua vida. Tomadas essas resoluções, coloque em seu cotidiano mais qualidade de vida, mais disposição, mais beleza e harmonia. Pratique Pilates!
*Matéria de Suely Tambalo, instrutora do CGPA Pilates para a revista Personare.
(http://www.personare.com.br/revista/saude-e-beleza/materia/2119/pilates-e-a-reabilitacao-da-postura)